OS MÚSICOS DO TEJO
Direcção:
Marcos Magalhães Marta Araújo Luca Aprea
Cantores:
Ana Quintans, Carla Caramujo, Carlos Guilherme, Eduarda Melo, Fernando Guimarães, Hugo Oliveira, Inês Madeira, Joana Seara, João Fernandes, Luísa Francesconi, Luís Rodrigues, Mário Alves, Paz Martínez, Sara Amorim
Os Músicos do Tejo
Violinos-concertino: Pablo Valetti, Flavio Losco, Luís Otávio Santos
Violino: Álvaro Pinto, Denys Stestenko, Nuno Mendes, Miriam Macaia, Raquel Cravino, Reyes Gallardo, Tera Shimizu, Zofia Pajak
Viola: Raquel Massadas, Lúcio Studer, Pedro Braga Falcão
Violoncelo: Paulo Gaio Lima, Ana Raquel Pinheiro
Viola fa Gamba: Xurxo Varela, Peter Krivda, Filipa Meneses
Fagote: Carolino Carreira
Contrabaixo: Jean-Michel Forest, Michel Maldonado, Pedro Wallenstein, Marta Vicente, Duncan Fox
Oboés Pedro Castro, Luís Marques, Andreia Carvalho
Trompa Paulo Guerreiro, Tracy Nabais, Jerôme Arnouf, Ken Best
Trompetes: Bruno Fernandes
Traverso: Amélie Michel
Flauta de bisel: António Carrilho
Percussão: Pedro Carneiro, Joaquim Lopes
Teorba: Rafael Bonavita, Hugo Sanches
Cravo: Marcos Magalhães, Marta Araújo
Maquiagem: Fátima Sousa
Figurinos: Maria José Oliveira
Produção executiva: Bruno Coelho
Outros colaboradores: Angeles Marcos, Rui Mecha, Joana Ferrão
"Os Músicos do Tejo"
Novo projecto musical no campo da música antiga fundado por Marcos Magalhães e Marta Araújo.
"Os Músicos do Tejo" tiveram a sua primeira apresentação em Setúbal em Dezembro de 2005 e na sua curta existência como grupo especializado em música antiga já desenvolveram uma parceria com o CCB que os levou produzir três óperas, editaram dois discos, apresentaram-se em inúmeros concertos em Portugal e no estrangeiro e foram objecto de diversos apoios institucionais (Fundações Gulbenkian, Oriente e Stanley Ho; Câmara Municipal de Lisboa, Direcção Geral de Reinserção Social e Instituto Camões) e mecenáticos (AMARSUL, mecenas privados).
As duas óperas "La Spinalba" de F. A. de Almeida e "Lo Frate Nanmorato" de G.B. Pergolesi", estreadas no CCB, têm sido recebidas com grande sucesso a nível de público e obtiveram críticas entusiásticas por parte da totalidade da crítica especializada (Publico, Diário Notícias, Jornal de Letras, Expresso).
A ópera "La Spinalba" foi objecto de uma tournê em Portugal e Espanha e já vai na sua décima apresentação.
E a 13 de Maio deste ano, também no CCB, estrearam a ópera "Le Carnaval et la Folie" de A.C. Destouches.
O disco "As Sementes do Fado" (com Ana Quintans, Ricardo Rocha e Marcos Magalhães) obteve 4 estrelas (em 5) no jornal "Público" – Ipsílon e foi considerado pelos críticos do JL como um dos melhores discos nacionais do ano de 2007. Graças a este disco, o programa Sementes do Fado já foi apresentado 6 vezes, entre as quais a 22 de Outubro na Église des Billetes em Paris. Nessa altura foram também convidados do programa de Gaëtan Naulleau: Le matin des Musiciens na rádio France Musique.
A edição do disco de "As Árias de Luisa Todi" foi noticiada com artigos e entrevistas (Radio France Musique, Lusa, Antena 2, Rádio Europa "Na Outra Margem", Rádio Sim, RTP2, SIC Notícias, Público, Diário de Notícias, Jornal de Letras).
O disco "As Árias de Luisa Todi" (com a soprano Joana Seara), que apresenta o repertório cantado pela célebre Prima-Donna portuguesa do século XVIII, obteve igualmente 4 estrelas (em 5) no jornal "Público" – Ípsilon.
Em 2010 colaboraram com o Teatro Praga no espectáculo "Sonho de uma Noite de Verão" no CCB.
Os Músicos do Tejo apresentaram-se em concerto em locais tão variados como Mafra, Vigo, Brest, Paris e Goa na Índia.
A Associação Cultural Os Músicos do Tejo foi criada em Junho de 2009.
MARCOS MAGALHÃES (direcção musical) - Nascido em Lisboa, Marcos Magalhães é licenciado pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com Cremilde Rosado Fernandes e pelo CNSM de Paris onde obteve, em 1999, o Premier Prix, tanto em cravo como em Baixo-contínuo. Em Paris estudou com, Ch. Rousset, K. Gilbert, F. Marmin e K. Weiss. Estudou também com K. Haugsand e mais recentemente tem tido aulas de direcção de orquestra com J.M. Burfin. Foi bolseiro do Governo Francês de 1995 a 1998 e da F. Gulbenkian de 1998 a 2000.
Já no presente ano obteve uma bolsa da F. C. T. para desenvolver uma tese de doutoramento em torno das Modinhas sob a orientação do prof. David Cranmer da Univ. Nova de Lisboa.
Marcos Magalhães tem desenvolvido intensa actividade concertística tanto em Portugal como no estrangeiro: com o Ensemble Barroco do Chiado na Temporada Gulbenkian, Centro Cultural Gulbenkian em Paris, Festa da Música - CCB, nos festivais de Espinho, Mafra, Encontros com o Barroco do Porto; com outros agrupamentos ("Orphée et Caetera") - concertos em Paris, Bratislava, festival "les Baroquiales" em Nice e no festival dos Capuchos.
No verão de 2003 tocou com o Ensemble Barroco do Chiado a convite da Fundação Oriente na Índia (Nova Deli, Goa e Bangalore) e Sri Lanka (Colombo). Tocou na Festa da Música a solo e em duo com Paulo Gaio Lima e a solo com a Orquestra Gulbenkian no festival de Alcobaça sob a direcção de Joana Carneiro. Participou em várias produções de ópera e integrou a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra da Madeira e a Orquestra Barroca da União Europeia em variadas ocasiões.
Fundou também, em conjunto com Marta Araújo, "Os Músicos do Tejo", grupo dedicado à música antiga.
Em 2007 editou o disco "Sementes do Fado" juntamente com Ana Quintans e Ricardo Rocha. Disco esse que obteve 4 estrelas no suplemento Ípsilon do jornal Público além de ter sido escolhido por Manuel Halpern do Jornal de Letras para uma lista dos 10 melhores discos editados em 2007 em Portugal. Dirigiu no CCB "Os Músicos do Tejo" nas óperas "La Spinalba" de F. A. de Almeida em 2009 e "Lo Frate Nnamorato" de G.B Pergolesi, ambas com enorme sucesso junto do público e da crítica especializada.
Dirigiu, em 2010, a parte musical do espectáculo Sonho de Uma Noite de Verão do Teatro Praga com música da ópera "Fairy Queen" de Purcell no grande auditório do CCB. Também em 2010 editou o CD "As Árias de Luísa Todi" (4 estrelas do Público e várias louvores na Antena 2, Expresso entre outros) onde dirige Os Músicos do Tejo tendo Joana Seara como solista. Já em 2011, a convite da Fundação Oriente, apresentou-se em Goa no Monte Music Festival dirigindo Os Músicos do Tejo.
É membro associado da Orquestra Metropolitana.
MARTA MORAIS ARAÚJO (cravista e direcção de produção), nasceu em Lisboa.
Iniciou os estudos de Piano com Gabriela Canavilhas na Academia dos Amadores de Música e posteriormente com Ana Sousa Lima no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, onde terminou o curso de Piano.
Paralelamente, diplomou-se em Arquitectura, na Faculdade de Arquitectura de Lisboa.
Obteve a licenciatura em Cravo - Área de música antiga, na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, na classe da professora Ana Mafalda Castro.
Como bolseira do programa Erasmus, estudou com Siebe Henstra na Utrecht School of Arts, na Holanda.
Frequentou diversas masterclass com Jacques Ogg, nos cursos da Casa de Mateus e com Ketil Haugsand, nos cursos de música antiga de Lisboa.
No âmbito da pedagogia frequentou os cursos de Jos Wuytack e de Edwin Gordon.
Actuou com diferentes agrupamentos no Convento de Mafra, no Fórum Lisboa, na Casa das Artes de Tavira, entre outros. Tocou em concertos no âmbito da "Música para bebés". Em 2005 tocou com a orquestra "Divino Sospiro" no Mosteiro dos Jerónimos e com o grupo " Os Músicos do Tejo" participou num concerto integrado nas comemorações Bocagianas em Setúbal. Em 2006, integrada na Orquestra Académica Metropolitana sob a direcção do maestro Jean-Marc Burfin actuou no Convento de Mafra, na Aula Magna, no Centro Cultural de Belém e na Festa da Música.
Em 2007 formou em conjunto com António Carrilho e Marcos Magalhães um Trio com dois cravos e flauta. Este trio estreou-se em Novembro de 2007, no Fórum Eugénio Almeida, em Évora. Participou no Festival "Maio Barroco Óbidos", em 2008, no "Mês da Música" em Setúbal e no Festival Raízes Ibéricas-Música em Diálogo, com o Maestro José Atalaya. Com este agrupamento gravou, em 2008, para a RDP- Antena 2.
Em Fevereiro de 2008 e Janeiro de 2009 tocou na produção da Ópera "La Spinalba", no CCB, um projecto concebido pelos "Músicos do Tejo", do qual é co-fundadora e que foi muito bem acolhido pela crítica.
Em Julho de 2009 tocou com "Os Músicos do Tejo" o programa "As Árias de Luisa Todi," no Festival de Música da Cartuxa e no Verão Cultural em Mafra, com o Ensemble Arabesco o programa "Nos 200 anos das Guerras Peninsulares".
Em Novembro de 2009, com o agrupamento "Os Músicos do Tejo", levou à cena e em estreia em Portugal a ópera "Lo Frate Nnamorato", de Pergolesi, no Pequeno Auditório do CCB.
Leccionou no Conservatório Regional de Setúbal, Orfeão de Leiria, Academia de Música Eborense e Escola Profissional de Música de Évora.
Entre 2002 e 2003 colaborou com o Observatório das Actividades Culturais.
Actualmente é professora de Cravo e Piano no Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa – Orquestra Metropolitana de Lisboa.
LUCA APREA - Encenador e director d'Os Músicos do Tejo
Formou-se como actor e mimo em Nápoles, cidade onde estudou Mimo Corporal Dramático com Michele Monetta. Em Paris, aprofunda o estudo de Teatro do Movimento na École de Mime Corporel Dramatique L'Ange Fou, dirigida por Steve Wasson e Corinne Soum. Entre 1989 e 1994 prossegue os seus estudos com Dario Fo, Odin Teatret, Yves Lebreton, Alessandra Galante Garrone e Philippe Gaulier. De 1993 a 1997 é professor de interpretação, área de teatro gestual, da Real Escuela Superior de Teatro e Danza de Madrid. Neste período trabalha ainda com a companhia francesa Théâtre du Mouvement. Entre 1998 e 2000 é actor do Théâtre du Mouvement no projecto Cities de Claire Heggen, no âmbito da Academy of Gestural Arts – Les Transversales.
É licenciado pela Université Paris 8 em Artes do Espectáculo com distinção em Estudos Teatrais. Em 2007 fez o mestrado em Psicopedagogia Perceptiva na UML, sob a coordenação do professor Danis Bois. Actualmente, faz o seu doutoramento na Universidade de Motricidade Humana de Lisboa como bolseiro da Fund. para a Ciência e a Tecnologia. É director artístico da Companhia Teatral Invenciones Cosmicómicas de Madrid. Em Portugal, integra desde 2003 a direcção artística da comp. de Teatro O Bando. Desde 1998, Luca Aprea é professor de Movimento na Esc. Sup. de Teatro e Cinema de Lisboa.
ANA QUINTANS- Soprano
Licenciada em Escultura pela FBAUL, Ana Quintans estudou Canto no Conservatório de Música de Lisboa e no Flanders Operastudio em Gent (bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian).
Iniciou em 2005 a sua carreira internacional com Les Arts Florissants e o Maestro William Christie dedicando ainda hoje a maioria do seu trabalho à música dos séc. XVII e XVIII. Nesse âmbito, canta Poppea, Drusilla e Amore em "L'incoronazione di Poppea" de Monteverdi; Argie em "Les paladins" de Rameau; Belinda e 2nd Witch em "Dido and Aeneas" e "The Fairy Queen" de Purcell; Musique em "Les Plaisirs de Versailles" de Marc-Antoine Charpentier; "Spinalba" de F. A. Almeida; Lisetta em "Il Mondo della Luna" de Avondano e Atalante em "Serse" de Handel.
Gravou "Requiem" de fauré com a Sinfonia Varsóvia e Michel Corboz; "Judicium Salomonis" de Charpentier com LAF e William Christie; "As Sementes do fado" com os Músicos do Tejo e "Kleine Musik" com obras de Schutz e Ivan Moody com o agrupamento Sete Lágrimas.
Interpretou Ismene em "Antígono" de Mazzoni no CCB; Clizia em "Teseo" de Handel no Théâtre des Champs-Elysées ; e "Vespro della Beata Vergine" de Monteverdi em Lyon, Lausanne e Genebra.
CARLA CARAMUJO- Soprano
Vencedora do Concurso Nacional Luísa Todi, Chevron Excellence Award e Dewar Award em 2005, Musikförderpreis der Hans-Sachs-Loge em Nuremberga,e Ye Cronies Award no Reino Unido, em 2006, Carla Caramujo abarca um vasto repertório desde o Barroco até à produção contemporânea: D. Anna Don Giovanni (TNSC), Violetta La Traviata (Palácio de Queluz), Gilda Rigoletto (TNSC), Adina L'Elisir d'Amore (Teatro da Trindade), Valetto L'Incoronazione di Poppea (Traverse Theatre de Edimburgo), Armida Rinaldo (Festival Theater de Edimburgo), Rainha da Noite A Flauta Mágica (Trinity Theatre Kent), Fiordiligi Cosi fan Tutte (Teatro Rivoli), Madame Herz Die Schauspieldirektor (Teatro das Figuras entre outros), Frasquita Carmen (Teatro Communale di Bologna), Fatta Azzurra La Bela Dormente nel Bosco (Casa das Artes, Famalicão), Controller Flight de J. Dove (New Atheneum Theatre de Glasgow), entre outros.
Licenciada e mestre em Ópera e performance, pelas Guildhall School of Music and Drama e Royal Scottisch Academy of Music and Drama, as suas interpretações têm merecido elogios da crítica internacional.
Colaborou com a Orquestra e Coro de Estugarda, Croydon Symphony Orchestra, Cambridge Orchestra, Scottish Opera, Royal Liverpool Philharmonic, Ensemble Barroco de Amesterdão, Orquestra de Câmara de Xalapa, Orquestras do Algarve, Nacional do Porto e Sinfónica Portuguesa em obras do grande repertório coral-sinfónico e em galas de ópera e recitais (Edinburgh Concert Hall, The New Sage Gateshead Music Centre, Fairfield Hall, St. James Piccadilly, Barbican Hall, Palácio da Bolsa e Coliseu do Porto, Festivais de Aveiro, Sintra e Coimbra, Edimburgo e Mérida, México). Em 2008 participou na série documental gravada para RTP Percursos da Música Portuguesa com um concerto realizado no Teatro Nacional de S. Carlos, onde se estreou em 2007 ao lado de Vesselina Kasarova. Brevemente será Adele em Die Fledermaus de J. Strauss (TNSC) e estrear-se-á na Fundação Gulbenkian com um recital integrado no ciclo "Novos intérpretes".
CARLOS GUILHERME - Tenor
Nasceu em Lourenço Marques. Estudou com John Labarge no Conservatório Regional do Algarve e foi cantor residente do Teatro Nacional de S.Carlos de 1980 a 1992. Aí se estreou em "Macbeth", com Renato Bruson.
Com a ópera "Salomé" de R.Strauss recentemente levada à cena neste Teatro o seu reportório passou a contar com 70 óperas, muitos recitais e concertos por todo o país, colaborando várias vezes com a Fundação Gulbenkian, com o Coro da Universidade de Lisboa, o Coral Luisa Todi de Setúbal, o Coral da Sé do Porto, a Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz e o Círculo Portuense de Ópera.
A partir de 1987 tem sido convidado para cantar noutros países tais como os Estados Unidos, Brasil, Moçambique, Bélgica, Espanha, França e Israel. Foram êxitos na sua carreira os papéis de Almaviva, Trouffaldino, Ferrando, Ottavio, Goro, Bardolfo, Lord Puff, Cassio, Herodes e outros. Gravou em CD "A Canção Portuguesa", com Armando Vidal e mais recentemente em DVD e CD "Canções Napolitnas" com a Orquestra de Bandolins da Madeira.
Cantou com todas as orquestras portuguesas e algumas estrangeiras famosas: O. de Câmara de Pádua, do Comunal de Bolonha, Filarmónica de Moscovo e Sinfónicas de Budapeste, de S.Francisco, de Israel de Pequim e de Shangai. Em Abril de 2001 estreou-se em Itália no Teatro Rossini em Lugo com um papel principal na ópera "Il Trionfo di Clelia" de Gluck. Em 2003 actuaou em Coimbra com o renomado tenor José Carreras. Em Janeiro de 2005 actuou em Itália, nos Teatros Comunais de Ferrara e de Módena, na ópera Ariadne auf Naxos de Richard Strauss.
Melhorou a sua técnica vocal com Marimi del Pozo, Gino Becchi, Campogalliano, Claude Thiolass e Regina Resnik. Foi-lhe atribuido o prémio "Tomas Alcaide" e quatro prémios Nova Gente.
EDUARDA MELO - Soprano
Iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga. É licenciada em canto pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE) e fez parte do Estúdio de Ópera da Casa da Música do Porto. Durante a temporada 2007/2008 integrou o elenco de cantores residentes do prestigiado CNIPAL em Marseille.
Em concerto destacam-se as interpretações do Requiem de Mozart, Giuditta de Francisco António de Almeida, Pulcinella de Stravinsky e O King de Berio. Em ópera foi Vincenette (Mireille de Gounod) na ópera de Marseille; Zemina (Die Feen de Wagner) no Teatro do Châtelet em Paris; Vespina (L'Infedeltà Delusa de Haydn) na ópera de Monte Carlo no Mónaco; Maria Luisa (La Belle de Cadix de Francis Lopez) no festival Folies d'O em Montpellier; Cherubino (As Bodas de Fígaro de Mozart) no Teatro da Trindade em Lisboa; Gismonda (Ottone de Haendel) na Casa da Música do Porto; Papaguena (A Flauta Mágica de Mozart); João Pestana e Fada do Orvalho (Casinha de Chocolate de Humperdinck); Gaio e Galo (Raposinha Matreira de Janá!ek); Rainha (Bela Adormecida de Respighi); Madame Robin (Le Fifre enchanté de Offenbach). Fez a estreia europeia de Drácula de David del Tredici e interpretou a ópera La Voix Humaine de Poulenc. No papel de Vera, fez a estreia mundial da ópera de António Pinho Vargas A Little Madness in the Spring. Participou na estreia mundial das óperas A Montanha e Rapaz de Bronze de Nuno Côrte-Real no papel de Pastora e Rapaz de Bronze.
Foi dirigida por maestros como Martin André, Cesário Costa, Manuel Ivo Cruz, Laurence Cummings, William Lacey, Jean-Sébastien Béreau, Stefan Ausbury, Franck Ollu, Jérémie Rhorer, Michael Zilm e Marc Minkowsky Destacam-se como compromissos futuros Frasquita (Carmen de Bizet) em Lille e em Caen; Spinalba ( Spinalba de Francisco António de Almeida) e Ascanio (Lo Frate Nnamorato de Pergolesi) no CCB e Musetta ( La Bohème de Puccini) no Festival lyrique de Saint-Céré.
FERNANDO GUIMARÃES - Tenor
Licenciado em Canto pela Escola das Artes da UCP-Porto, na classe de António Salgado, foi galardoado com o Prémio Jovens Músicos 2007 da RDP e com o 2.º Prémio no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi. Como vencedor do Concurso Internacional de Canto "L'Orfeo" em Verona, cantou o papel principal desta ópera de Monteverdi em Mantova (no 400º aniversário da sua estreia), Berlim e Budapeste.
Foi, entre outros: Ferrando em Così Fan Tutte, Don Ottavio em Don Giovanni, Almaviva em Il Barbiere di Siviglia (Rossini), Nencio em L'Infedeltà Delusa, de Haydn (em Estrasburgo, com Le Parlement de Musique, sob direcção de Martin Gester e na ópera de Toulon, numa produção do festival de Aix-en-Provence); Ippolito em La Spinalba de Francisco António de Almeida (no CCB, com a orquestra "Músicos do Tejo"); Testo em Il Combattimento di Tancredi e Clorinda, de Monteverdi (Fundação Gulbenkian). Integrou o elenco da fantasia musical Evil Machines (com música de Luís Tinoco sobre libreto de Terry Jones), com estreia mundial em Janeiro de 2008 no Teatro S. Luiz.
Fernando Guimarães obteve recentemente a sua estreia no Teatro Nacional de S. Carlos (como Monostatos em Die Zauberflöte) e no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian (com a Paukenmesse de Haydn, sob direcção de Erwin Ortner), bem como em ambos os auditórios da Casa da Música (Porto). Participou nas digressões europeias da Académie Baroque Européene de Ambronay de 2008 e 2009, com programas dedicados a Giovanni Gabrieli (sob a direcção de Jean Tubéry) e W.A. Mozart (com Martin Gester).
Cantou, com excelente recepção da crítica, as árias de tenor na Matthäuspassion de J.S.Bach no Centro Cultural de Belém, com a orquestra barroca Divino Sospiro dirigida por Enrico Onofri, tendo-se apresentado no mesmo papel no festival de Aldeburgh, sob a direcção de Masaaki Suzuki e como bolseiro do Britten-Pears Young Artists Programme.
Alguns dos seus futuros compromissos incluem: Vespro della Beata Vergine de Monteverdi com L'Arpeggiata em Gent, Metz e Barcelona; a Matthäuspassion com o Coro e Orquestra Gulbenkian sob direcção de Michel Corboz; uma digressão europeia com o Diderot Ensemble, apresentando cantatas de Bruhns, Eberlin e Telemann; Lucano em L'Incoronazione di Poppea de Monteverdi na Rússia e Lituânia; e Oronte na Alcina de Händel, com Le Parlement de Musique, na Bretanha. Ainda esta temporada gravará, para a etiqueta Ricercar e com o Ensemble Clematis (Leonardo García Alarcón), um disco dedicado à música profana de Matheo Romero.
HUGO OLIVEIRA - Barítono
Nascido em Lisboa, Hugo Oliveira estudou na Escola Superior de Música de Lisboa e mais tarde, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, no Real Conservatório de Haia (Holanda).
Em 2009, Hugo Oliveira foi galarduado com o primeiro prémio no III Concurso da Fundação Rotária Portuguesa bem como vencedor do Stichting Nederlands Vocalisten Presentatie na Holanda. Foi também finalista do Concurso"London Bach Society".
Enquanto membro do Estúdio de Ópera do Porto - Casa da Música, participou em produções como Joaz (Azaria em 2002 e Jojada em 2003) de Benedetto Marcello sob a direcção de Richard Gwilt, L'Ivrogne Corrigé (Lucas) de Gluck com direcção musical de Jeff Cohen, e Frankenstein! de Heinz-Karl Gruber (coreografia de Paulo Ribeiro) com Remix Ensemble dirigido por Pierre-André Valade. Mais tarde, em 2006, viria a interpretar a última com a Orquestra Sinfónica de Londres, sob a direcção de François-Xavier Roth, no Barbican Center em Londres.
No âmbito do projecto "Academia Barroca Europeia de Ambronay" (2004), realizou uma digressão em Espanha e França, interpretado La Discorde na ópera Les Arts Florissants de Marc-Antoine Charpentier, dirigida por Christophe Rousset.
Inserido na prestigiada série de ópera do Concertgebouw - NPS – Zaterdagmatinée - interpretou La Wally de A. Catalani (Pedone), sob a direcção de Giuliano Carella, e Lohengrin de R. Wagner (Dritte Edler), dirigido por Jaap van Zweden, ambas com a Radio Philharmonic Orchestra da Holanda.
Hugo Oliveira interpretou em 2010 o papel principal na ópera Un Retour de Oscar Strasnoy, inserido na "Criação Mundial" para o Festival de Aix-en-Provence.
O seu reportório estende-se ainda à Oratória, destacando-se obras como Paixão Segundo São Mateus, Paixão Segundo S. João, Paixão Segundo São Marcos e Oratória de Natal de J. S. Bach, Messias e Nisi Dominus de Händel, Requiem de Duruflé e Fauré, Missa Nelson de Haydn, Petite Messe Solennelle de Rossini, entre outras.
Hugo Oliveira cantou ainda o Requiem de Brahms dirigido por Marcus Creed e Pulcinella de Igor Stravinsky com o Remix Ensemble sob a direcção de Martin Andrè.
INÊS MADEIRA - Mezzo-soprano
Estudou Canto no Conservatório Nacional de Lisboa com a Prof. Manuela de Sá.
Fez uma pós-graduação na Flanders Operastudio (bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian).
Interpretou Dido em Dido and Aeneas de Purcell (José Manuel Araújo/Jorge Listopad); Lisinga em Le Cinesi de Gluck (Rui Pinheiro/Cornélia Geiser); Dritte Dame em Die Zauberflöte de Mozart (José Manuel Araújo/Jorge Vaz de Carvalho) e (José Manuel Araújo/Jorge Listopad); Narrador em Fables de Ned Rorem (José Manuel Brandão/Paula Ribeiro); Amastre em Serse de Handel (Hein Boterberg/Frédérique Dussenne); Frau Peachum e Jenny em Die Dreigroschenoper de Kurt Weill (Filip Rathé/Vincent van den Elshout); Carmen numa adaptação de Peter Brook da Carmen de Bizet, La Tragédie de Carmen (Marc Collet/Waut Koeken); Elisa em La Spinalba de F.A. de Almeida (Marcos Magalhães/Luca Aprea); Joana em Saga de Jorge Salgueiro (Maestro da Banda da Armada Portuguesa/João Brites); Rosinha em Orquídea Branca de Jorge Salgueiro (Jorge Salgueiro/Miguel Vieira) com estreia absoluta na Ilha da Madeira em Outubro de 2008 integrado nas comemorações dos 500 anos do Funchal com reposição em Novembro de 2009. Participou, em Fevereiro e Abril de 2009, no teatro musical Deus.Pátria.Revolução. de Luís Bragança Gil e Luísa Costa Gomes com encenação de António Pires; Hanna em Jerusalém de Vasco Mendonça (Cesário Costa/Luís Miguel Cintra) em Julho e Setembro de 2009. Luggrezia em Il frate Nnamorato de Pergolesi a estrear no CCB em Novembro de 2009 (Marcos Magalhães/Luca Aprea).
Em concerto foi solista em Ode for the birthday of Queen Anne de Handel; Jonas de Carissimi; Te Deum de Charpentier; 1ª e 3ª Messe Solennelle de Hanssens Júnior; Salve Regina de Martin-Joseph Mengal e em O Conquistador de Jorge Salgueiro.
Participou em várias masterclasses entre as quais com Richard Miller, Mercè Obiol, Elisabete Matos, Loh-Siew Tuan, Ameral Gunson, Sarah Walker, Ronny Lauwers e Graham Johnson.
Em 2004 foi uma das três vencedoras do prémio "Temple Square Concert Award in summer school of Operaplus" na Bélgica, tendo-se apresentado em recital na Leighton House em Londres.
Fez parte do coro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1999 e 2004 tendo trabalhado com diversos Maestros, tais como Fernando Eldoro, Jorge Matta, Michel Corboz, Christoph Eschenbach, Laurence Foster, Frans Brüggen, Simone Young, Zoltán Peskó and Michael Zilm. Trabalha esporadicamente com o ensemble "EuropaChorAkademie" sedeado na Alemanha e dirigido pelo Maestro Joshard Daus.
Apresentou-se em diversos recitais e concertos na Bélgica, Londres, Malásia, Tailândia e Singapura.
Em Maio de 2009 apresentou-se em recital no Museu da Fundação Calouste Gulbenkian juntamente com o pianista José Brandão.
JOANA SEARA - Soprano
Iniciou os seus estudos musicais e de canto na Academia de Música de Santa Cecília e no Conservatório Nacional de Lisboa, sob a orientação de Elsa Saque. Foi membro e solista do Coro Gulbenkian durante seis anos e participou em inúmeros concertos, em Portugal e no estrangeiro, sob a direcção de Michel Corboz, Frans Brüggen, Fernando Eldoro, Jorge Matta, Michael Zilm, Claudio Abbado e Richard Hickox. Joana decidiu-se pelo canto solístico, tirando a Licenciatura, Mestrado em Performance e Curso de Ópera na Guildhall School of Music and Drama (GSMD), em Londres, com Laura Sarti. Participou também em cursos e masterclasses de aperfeiçoamento orientados por Thomas Hampson, Thomas Allen, Felicity Lott, Christa Ludwig, Jill Feldman, Emma Kirkby, Graham Clark e Paul Kiesgen.
Enquanto estudante, foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, da Wingate Foundation, E M Behrens Charitable Trust e da Worshipful Company of Barbers. Prémios incluem o Worshipful Company of Glass Sellers Music Prize 2005 e um Sybil Tutton Award. Foi finalista na Handel Singing Competition 2007.
Joana já trabalhou como solista para companhias tais como English National Opera, Glyndebourne Festival Opera, Castleward Opera, New European Opera, Bampton Classical Opera, Independent Opera at Sadlers Wells, Opera Restor'd e British Youth Opera.
Os seus papéis incluem Galatea (Acis and Galatea), Gretel (Hänsel und Gretel), Damigella (The Coronation of Poppea), Despina, Zerlina, Juliet (Romeo and Juliet de Benda), Margery (The Dragon of Wantley de Lampe), Vespina (La Spinalba), Dorinda (Orlando de Handel) e Nannetta (Falstaff), sob a direcção de maestros tais como Laurence Cummings, Gary Cooper, Paolo Olmi, Peter Tomek, Paul McGrath, Nicholas Kok e Mathew Halls e Marcos Magalhães.
Em concertos e recitais, Joana tem-se apresentado como solista, na interpretação de grandes obras como a Sinfonia nº 2 de Mahler, a Sea Symphony de Vaughan William e o Messias de Handel e, mais recentemente, na Paixão Segundo São João com os King's Consort, sob direcção de Mathew Halls. Apresentou-se no Festival de Handel 2008 e no Festival de Lieder de Oxford 2006 com os pianistas Bernard Robertson e Sholto Kynoch. Actua regularmente com o Ensemble Barroco do Chiado, sob direcção de Marcos Magalhães, e com a Orquestra Barroca Divino Sospiro, sob direcção de Enrico Onofri, com quem participou em concertos para os festivais barrocos de Ile de France, Ambronay e Mafra.
Futuras apresentações incluem Galatea em Acis and Galatea em Londres, Paris e Nantes, Vespina na reposição da produção do CCB e Músicos do Tejo de La Spinalba, 1ère Femme em Medée e Clotilde em Norma, na Fundação Gulbenkian, e Gretel em Hänsel und Gretel para Opera Holland Park. Para mais informações, visite www.joanaseara.com.
JOÃO FERNANDES - Baixo
Nascido na antiga Républica do Zaïre, este jovem baixo iniciou rapidamente uma carreira promissora assim que concluiu a sua formação na Guildhall School of Music & Drama, onde pôde estudar graças a bolsas da instituição Londrina e da Fundação Calouste Gulbenkian em Portugal.
Fortemente aplaudido pela sua conjunção de musicalidade, de potência e de densidade trágica de que tem dado provas em aparições líricas indo desde Monteverdi até a criações contemporâneas, este aluno de Rudolf Piernay, de Isabel Mallaguerra e de António Salgado é já conhecido da Europa, da América e da Ásia melómanas pelas suas colaborações com maestros tais como Sir Colin Davis, David Stern, Thomas Sanderling, John Neschling, Christophe Rousset, René Jacobs, Hervé Niquet, Christina Pluhar, Skip Sempé, Michel Corboz, Mark Minkowski, Ottavio Dantone, Andrea Marcon e William Christie – que o escolheu em 2002 para o seu projecto "Le Jardin des Voix".
Do Teátro Colón em Buenos Aires ao Bunkamura em Tokyo, passando por quase todas as principais casas da Europa continental, incluindo Covent Garden em Londres (onde cantou Giove em La Calisto de Cavalli com Ivor Bolton) e o Teatro alla Scala em Milão (onde cantou Huascar em Les Indes Galantes de Rameau com William Christie), por Shanghai e por Brisbane (Australia), onde criou um papel escrito para a sua voz em "Going into Shadows" de Andrew Schultz, os projectos líricos não faltam; recentemente, ele interpretou os papéis de:
Claudio (Agrippina-Haendel) na New York City Opera com Ransom Wilson
Seneca (Incoronazione-Monteverdi) com Opera Atelier em Toronto
King Arthur (Purcell) com Hervé Niquet em Montpellier (DVD)
Nerbulone (Eliogabalo-Cavalli) com Christian Curnyn para o festival de Grange Park
Don Lazaro (Clementina-Boccherini) com Andrea Marcon em Madrid e Bilbao (CD)
Também gravou três DVDs e sete CDs em papéis de destaque para editoras tais como Virgin Classics ou Deutsche Grammophon, e o seu repertório de recital já o levou ao Festival de Caldas da Rainha, assim como ao de Aveiro, a Glasgow, a Brno, a Praga, a Lille, ao Porto, a Bordéus, onde estreou o Winterreise de Schubert, e ao CCB-Lisboa.
Os seus projectos mais próximos incluem «Alceste» de Gluck com Ivor Bolton no festival de Aix-en-Provence, «Le Carnaval de Venise» de Campra com Hervé Niquet em digressão europeia e gravação em CD, «Acis and Galatea» de Händel e «Castor & Pollux» de Rameau com Opera Atelier em Toronto, «King Arthur» de Purcell com Hervé Niquet em Yokohama, «Les Indes Galantes» de Rameau com Franz Brüggen em Amsterdào, «Caravaggio» de Suzanne Giraud nos Champs-Elysées e «La Spinalba» de Almeida com os Músicos do Tejo em digressão.
LUÍSA FRANCESCONI - Mezzo-soprano
Dotada de um belo timbre de mezzo-soprano lírico, Luisa Francesconi estudou em Brasília e aperfeiçoou os seus estudos com Rita Patané, em Milão. Tem uma excepcional capacidade para a execução de coloratura, destacando-se no repertório rossiniano e mozartiano, ao interpretar papéis como Cenerentola, Rosina (Il Barbiere di Siviglia), Isabella (L'Italiana in Algeri), e também Segunda Dama (A Flauta Mágica), Cherubino (As Bodas de Figaro), Idamante (Idomeneo) e Zerlina (Don Giovanni). Tem obtido grande sucesso na interpretaçao de óperas como I Capuleti ed I Montecchi (Romeo), Orfeo ed Euridice (Orfeo), Dido and Eneas (Dido) e, recentemente, Les Troyens (Didone). Canta um vasto repertório concertístico, que vai da Missa em Si Menor de Bach e Nisi Dominus de Vivaldi à Segunda Sinfonia de Mahler e El Amor Brujo, de Manuel de Falla. Tem se apresentado nos principais teatros brasileiros e italianos, entre eles o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Theatro Municipal de São Paulo, Sala São Paulo, Auditorium Conciliazione e Teatro Argentina em Roma, Auditorium de Milão, Maggio Fiorentino em Florença, Teatro Massimo de Palermo, Teatro Massimo Bellini em Catania e Teatro Regio de Torino. Participou do Programa Jovens Intérpretes do Teatro Sao Carlos, em Lisboa, onde interpretou Cherubino nas Bodas de Figaro e Dinah em Trouble in Tahiti, entre outros. Em 2010 participou com enorme sucesso da primeira turnê da Cia Brasileira de Opera, interpretando Rosina da ópera O Barbeiro de Sevilha.
LUÍS RODRIGUES - Barítono.
Estudou no Conservatório Nacional com José Carlos Xavier e na Escola Superior de Música de Lisboa com Helena Pina Manique. Em 1995 foi laureado com o 1º prémio no II Concurso de Interpretação do Estoril e ganhou, com o pianista David Santos, o Prémio Jovens Músicos da R.D.P. (Música de Câmara). Em 1996 foi vencedor do 4º Concurso de Canto Luísa Todi. Cantou Harlekin (Ariadne auf Naxos), Ping (Turandot), Figaro (Il barbiere di Siviglia) e Guglielmo (Cosi fan tutte) no T.N.S.Carlos, Papageno (A Flauta Mágica) e Sumo Sacerdote (Sansão e Dalila - versão de concerto) na Fundação Calouste Gulbenkian, Mr. Gedge (Albert Herring) e Eduard (Neues vom Tage) no Teatro Aberto, Semicúpio (Guerras do Alecrim e Mangerona) no Acarte, Teatro da Trindade e T.N.D.Maria II (Prémio Bordalo da Imprensa 2000 para Música Erudita), Marcello (La Bohème) com o Círculo Portuense de Ópera e a Orquestra Nacional do Porto no Coliseu desta cidade e com o T.N.S.Carlos no CAE da Figueira da Foz, , Tom (The English Cat) com a Cornucópia e a ONP no Rivoli e T.N.S.Carlos, Guarda Florestal (A Raposinha Matreira) com a Casa da Música no Rivoli, Yoshio (Hanjo) com o T.N.S.Carlos na Culturgest, Giorgio Germont (La Traviata) e o papel titular de Don Giovanni com a Orquestra do Norte e Belcore (L'Elisir d'Amore), Figaro (Il barbiere di Siviglia), Escamillo (Carmen) e a parte de barítono em Carmina Burana com a Eventos Ibéricos e a ON.
MÁRIO ALVES - Tenor
Nasceu em Perafita. Realizou os seus estudos de Canto com Fernanda Correia, nos Conservatórios do Porto e Gaia, aperfeiçoando-se depois com Elio Battaglia e Gabriella Ravvazzi. Ganhou o 2º prémio no IV Concurso de Canto Luísa Todi. Trabalha repertório com João Paulo Santos.
Estreou-se no Teatro Nacional de São Carlos como Hylas (Les Troyens), interpretando nas temporadas seguintes: Ferrando (Cosi Fan Tutte), Tamino (A Flauta Mágica), Pedrillo (O Rapto no Serralho), Conde de Almaviva (O Barbeiro de Sevilha), Nemorino (O Elixir de Amor) e ainda Ali (Adina) (Rossini), LeClerc (Jeanne d'Arc au Boucher), Tom, Mr. Keen (The English Cat), St. Stephen (Four Saints in Three Acts), Ivan (O Nariz), Albazar (Il Turco in Italia) entre outros. Cantou ainda Captain MacHeath (Beggar's Opera), Albert (Albert Herring) e Herr M. (Neues vom Tage) no Teatro Aberto; Sempronio (Lo Speziale) T.N.S. João; Dom Gilvaz (Guerras de Alecrim e Mangerona) Teatro D. Maria II e ACARTE; Proteu (As Variedades de Proteu) Artemrede; Governador (O Doido e a Morte) em Aveiro e Porto, L'Enfant et les Sortileges, L'Elisir d'Amore e Falstaff com o CPO, Irmão (O Outro Fim, António Pinho Vargas) de Culturgest e Leandro (La Spinalba) no CCB.
Recentemente apresentou-se nas temporadas dos teatros: Regio di Torino, La Fenice di Venezia, Piccini di Bari, Maestranza de Sevilla, La Monnaie de Bruxelas, BAM New York, Sociale di Como, Fraschini di Pavia, Verdi di Sassari, Sinfónica di Roma, Polytheama di Palermo, San Sebastian, Tenerife, Macau, Tokyo, Kyoto, interpretando papéis como: Nemorino (L'Elisir d'Amore), Cassio (Otello, Verdi), Froh (Rheingold), Pedrillo (Rapto no Serralho), Maintop (Billy Budd), Aronne (Mosè in Egitto), Agenore (Il Re Pastore), Le Berger (Oedipus Rex), entre outros.
Apresenta-se regularmente em concerto e oratório com a Orquestra e Coro Gulbenkian, Sinfónica Portuguesa, Nacional do Porto, Metropolitana de Lisboa, e a generalidade das orquestras nacionais, apresentando-se também em recital com os pianistas João Paulo Santos, Jaime Mota e João Tiago Magalhães.
Próximos compromissos incluem: Harry (La Fanciulla del West) em Sevilha, Conte di Almaviva (Il Barbiere di Siviglia) em Bergamo, Savona, Lucca e Rovigo, Ernesto (Dom Pasquale) em S. Diano Castello, Don Ottavio (D. Giovanni) em Orvieto, Alfred (Fledermaus) e Basílio (Le Nozze di Fígaro) no Teatro Nacional de São Carlos.
Gravou para as editoras BMG, RCAVictor, Portugaller, AboutMusic, PortugalSom Farol,e Numérica.
PABLO VALETTI - Violino-concertino
Nasceu em Buenos Aires, onde estudou violino. Em 1991 entrou na Schola Cantorum Basiliensis frequentando as classes de Chiara Banchini, John Holloway e Jesper Christensen. Foi convidado como solista concertino dos principais grupos e orquestras barrocas (Café Zimmermann, Le Concert des Nations, Les Arts Florissants, Concerto Köln, Les Musiciens du Louvre, Hesperion XXI, Concerto Vocale, Les Talens Lyriques, etc.), apresentando-se nas salas de concerto mais prestigiadas da Europa, Japão, Américas do Norte e do Sul. Participou em inúmeras gravações para diferentes editoras discográficas e rádios, como Astrée, Deutsche Harmonia Mundi, WDR, Harmonia Mundi France e Archiv Produktion. Em duo de violino com Manfred Kraemer, integrando o ensemble The Rare Fruits Council, recebeu os primeiros prémios da crítica internacional pelas gravações consagradas a Biber (Diapason d'or de l'année, Répertoire, Gramophone, Grand Prix de l'Académie du Disque...). Em 1998, Pablo Valetti fundou o ensemble Café Zimmermann, que conta com o apoio da Région Haute Normandie e do Ministério da Cultura Francês. Com esta formação tem gravado regularmente para a discográfica Alpha de Paris, e foi galardoado com as principais distinções da crítica internacional pelos discos dedicados à obra orquestral de J. S. Bach, os concerti grossi de Charles Avison a partir das lições de cravo de Domenico Scarlatti, e as sonatas de Johannes Mattheson para violino e cravo. Os seus projectos futuros contemplam concertos, suites e sonatas de J. S. Bach, gravações dedicadas a C. P. E. Bach, e também uma série dedicada à história do quarteto de cordas, projectos ligados à discográfica Alpha.
PAULO GAIO LIMA
Nasceu no Porto. Foi aluno de Madalena Costa no Conservatório de Música desta cidade e de Maurice Gendron no Conservatório Superior de Paris, cidade onde viveu durante sete anos, tendo sido bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do Ministério da Cultura.
Apresenta-se regularmente em Festivais de Música no seu país e no resto da Europa (Europália – Bruxelas, Huddersfield, Marais, Uzés, Torino, Trento, Nantes ....) assim como com as orquestras de Moscovo, Szeged, Xangai, Porto Alegre, Hannover, Monterrey, Basel, Varsóvia, Neuss, Istambul, ….
Colabora com diversos grupos de música contemporânea, nomeadamente Alternance, 2E2M, L'Itinéraire, Poikilon, Música Nova e Divertimento di Milano. Apresentou em 1ª audição obras de Dusapin (Música 86 de Estrasburgo), Koo, o Concerto para violoncelo de P. Hersant (Huddersfield/89), e 5 Miniaturas de C. Marecos (Cascais 2000).
Em 1987 foi violoncelo-solo convidado da Orquestra Sinfónica do Reno. De 1992 a 2000 foi violoncelo-solo da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Fez parte do Quarteto Verdi de Paris. Com Aníbal Lima e António Rosado formou o Artis Trio tendo actuado na Dinamarca, França, Portugal e Itália. Desde 2006 faz parte do Trio. Pt.
Gravou em disco Concertos de L. Boccherini, Beethoven (com G. Ribeiro e P. Burmester), Brahms (com G. Ribeiro) e Schumann, assim como obras do reportório camerístico português (Pinho Vargas, C. Carneyro, Joly B. Santos), para a EMI e RCA. A sua actividade pedagógica divide-se entre a Academia Nacional Superior de Orquestra de Lisboa, as Universidades de Évora e Minho e cursos de aperfeiçoamento em todo o País, Espanha, França, Brasil, Áustria e Estados Unidos da América.
MARIA JOSÉ OLIVEIRA - Artista plástica
Figurinista, começou por apresentar trabalhos em cerâmica, tendo posteriormente incluído nas suas exposições objectos/esculturas, realizados em materiais naturais, bem como desenhos e fotografia. Expõe desde 1982, em Portugal e no estrangeiro, a sua obra integra as colecções de arte contemporânea da Fundação Carmona e Costa e Fundação P.T.